sábado, 1 de abril de 2017

Microlet 1 - Marta 0

Neste tempo que já passei em Same também conheci o Charles! O condutor da microlet onde abri a cabeça, na primeira ida à praia de Betano, num Sábado que fica para a história do nosso grupo de casa. Ida até à praia em grande estilo, música do Marco Paulo a bombar durante 24 km, 1h15, e na chegada à praia raspo a tola na parte interior da porta da microlet. Não parti a cabeça. Abri o escalpe. Tal como os índios faziam aos cowboys no Farwest norte-americano. A vêr-se mesmo o osso e com uma metade de pele para cada lado...

Inicialmente nem me doeu. Tive uma leve impressão e levei a mão à cabeça. Vi que tinha sangue. As minhas colegas aproximaram-se para ver o que se passava e começo a ouvir as exclamações. Todas com ar de preocupação. Pensei que exageravam. Pedi para tirarem uma foto para eu ver. Estava feio. Mesmo feio. Senti-me indisposta e pedi para me sentar. As colegas improvisaram um curativo com um penso higiénico (!!) e soro fisiológico (abençoadas lentes de contacto). Não fui ao mar nem apanhei sol na moleirinha.

Voltámos a casa algumas horas depois. Só fui ao hospital no dia seguinte. Absolutamente decidida a não deixar nenhum médico timorense tocar na ferida... Foi precisamente o que aconteceu... Apesar da Diana ter corrido que nem uma desesperada à procura dos médicos cubanos e me ter avisado para não permitir que o médico fizesse o que quer que fosse. Quando ela regressou eu já estava com a seringa da anestesia enfiada na ferida!!! Sob grandes protestos e a defesa acérrima da Diana que não permitiu que o médico cortasse nem mais um fio de cabelo que o estritamente necessário, o médico lá coseu a ferida, com linha retirada da embalagem à minha frente e uma tesoura que só foi desinfetada uma vez, numa sala de urgência retirada de um filme de terror...ou comédia...consoante a perspetiva.

5 comentários:

  1. Microletar, um verbo que vais aprender a conjugar cada vez melhor. Vejo que a tua generosidade é infinita: desejas contribuir para o desenvolvimento de competências de alunos na escola e de médicos no hospital ;) Conheço essas realidades hospitalares de que falas. Infelizmente são comuns em muitos mundos. Cuida-te!...

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    1. As vezes que eu andei de microlet e noutros transportes públicos, pá!! Tinha que ser logo no primeiro dia de praia!! Sou uma trapalhona do caraças e consegui pôr toda a gente em polvorosa. Confesso que estava mesmo renitente a deixar o médico timorense tocar-na na cabeça mas depois de perceber que, afinal, até havia anestesia, relaxei um bocado e pensei "que se lixe". Quando a médica cubana chegou ao pé de nós disse-lhe que ele não deveria ter cosido porque a ferida já tinha sido feita há 24 horas. Pensei "oooppss". Mas, afinal, sarou lindamente, sem grangrenas nem nada! :) Confirma-se que sou cabeça dura.

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  2. Martinha, sempre com a cabeça no ar, miúda! Feliz, porque tudo fica bem quando acaba bem... Grande Beijinho!!!

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    1. A Marta desajeitada no seu melhor! ;) Foi uma experiência gira...daquelas a não repetir! Beijinhos grandes.

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  3. Depois disso nadaxte faz perder a cabeça... apenas um microlet!!!
    Bjinho grande

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